Mulher, negra, transexual e drag queen. Há três anos Buba Kore abraçou sua veia artística e se monta na cidade de São Paulo. Apenas com 14 anos, começou a frequentar festas da comunidade LGBT, escondida da mãe, e teve os primeiros contatos com transformistas.

 

Como a sua drag inspiradora Alma Negrot, Kore gosta de romper as barreiras de gêneros, criando performances que misturam o feminino e o masculino. “Durante as apresentações, o sentimento é transmitido por meio da maquiagem e do figurino de forma dramática”, completa a queen. Seres fantásticos e místicos, como sereias, fadas, elfos, extraterrestres, são algumas de suas fontes de inspiração.

 

A jovem de 22 anos também é uma das fundadoras da Festa Fejão, que acontece mensalmente em São Paulo. Cansada da discriminação e do assédio nas noites paulistanas, Kore se reuniu com alguns amigos e decidiu “revolucionar a cena drag e criar seu próprio espaço de entretenimento”.

 

Drags reunidas no palco da Festa Fejão [Foto: Ivan Falcon]

O Brasil é o país que mais mata trans e travestis. Em 2016, foram 144 assassinatos, segundo os dados da Rede Trans Brasil. Há reflexos dessa violência nas próprias baladas LGBT. As drags que não se encaixam no padrão de beleza feminino, como as gordas, peludas e negras, têm menos oferta de trabalho e são discriminadas pelo público.

 

O assédio sexual e até mesmo agressão são frequentes nesses ambientes. “Muitos donos de baladas se importam apenas com o dinheiro arrecadado e ignoram o bem-estar de suas artistas” desabafa Kore. Por isso a queen comemora a criação da Festa Fejão, onde todos podem se sentir em casa.

 

Confira mais sobre a vida de Buba Kore no vídeo a seguir:

 

 

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