Quando se pensa em drag queen, qual a primeira imagem que vem à mente? A figura de um homem com peruca, maquiagem exagerada, salto alto e enchimento no corpo. Entretanto a arte drag não está restrita aos homens.

 

Cansadas da hegemonia masculina, Ginger Moon, Pamella Sapphic, Lekisha Glam, Vlada Vitrova, Manoon Toppins, Cherry Pop, Mika, Greta Dubois e Maddie Killa decidiram criar o coletivo Riot Queens. As lady queens se conheceram em um grupo no Facebook, onde discutiam como a feminilidade é representada de forma estereotipada na cena drag.

 

Há muita resistência nesse meio artístico quanto a participação das mulheres. Muitas drags de longa carreira e muitos produtores de eventos consideram as lady queens amadoras. Ainda consideram que a montação é mais fácil para as mulheres por supostamente já terem o corpo ideal, sem precisar de enchimentos no corpo ou maquiagem excessiva como os homens.

 

Cherry Pop, Ginger Moon, Greta Dubois e Pamella Sapphic do coletivo Riot Queens [Foto: Arquivo pessoal]

Para combater esses estereótipos de gêneros e padrões de beleza, as Riot Queens misturam a arte drag e a militância durante suas performances pelo Brasil. “Como representantes mulheres e LGBT é nosso dever denunciar e falar sobre todos os preconceitos e ódio que vemos e vivenciamos. Só que além de ato político, drag também é diversão”, afirma o coletivo.

 

O fazer drag também ajuda as mulheres a aceitarem seus corpos e desconstruir a ditadura da beleza. Mayna Venturini da Silva, conhecida artisticamente como Cherry Pop, por exemplo, segue o estilo burlesco e luta contra a gordofobia, provando que não precisa ser magra para se apresentar.

 

O InDRAG acompanhou o trabalho das Riot Queens nos bastidores e nos palcos. Confira a seguir:

 

Comentários

Comentários